Marcelo Tollio

1- Qual seu nome e onde você mora?

Meu nome é Marcelo Tollio, estudei em Dublin em 2013 e após um ano retornei ao Brasil, mas no ano de 2016 decidi voltar e viver na Irlanda de vez. Hoje em dia moro na capital Dublin e estou muito feliz. Atualmente trabalho no escritório irlandês do Google e estou me preparando para competir no Arnold Classic 2018 na Espanha.

2-Qual cidade você nasceu ou viveu no Brasil?

Nasci em uma pequena cidade no Rio Grande chamada São pedro do Sul, morei em diversas cidades no RS e quando criança também tive a oportunidade de viver na Argentina. Mas foi em Santa Catarina na cidade de Itapema e Balneário Camboriú que passei a maior parte da minha vida e onde minha família atualmente vive.

3-Quanto tempo você treina?

O esporte e as competições estão presente na minha vida desde os 7 anos de idade, passei por varios esporte e competir em todos eles, mas o Bodybuilding e o mais recente. Iniciei na academia em 2013 no meu primeiro ano na Irlanda, por dois motivos básicos, frio para fazer esportes ao ar livre e incentivo da minha esposa que já treinava  musculação.

 

5-Qual categoria você é?

Men’s physique até 1.75

 

6-Quantas competições participou e onde?

Treino a 5 anos e já no meu segundo ano de academia decidi subir no palco, Competir está no sangue no fisiculturismo tudo começou graças aos meus amigos pessoais e colegas de trabalho Alan Bonadiman, Poliana Kryss e Diego Gomes, na época trabalhávamos juntos como  Guarda Vidas na praia de Itapema e eles acreditaram em mim e me inspiram pois já eram atletas experientes.

Aqui na Irlanda competi pela RIBBF-IFBB o campeonato nacional ficando em segundo lugar e ganhando vaga para o Arnold e Europeu 2018. Neste evento de 2017 tive o apoio do meu parceiro e coach Bruno Borges, ele é brasileiro atleta e referência no esporte irlandês, realmente o cara tem um grande prestígio nacional.

 

7-Se competiu no Brasil quais as diferenças que você viu?

No brasil competi pela IFBB, Nabba e WFF Brasil e sempre tive como Coach meu amigo Alan Bonardiman. A diferença básica que vejo e a qualidade e o alto nível de competitividade e atletas no brasil. Por ser um país quente e onde a cultura da beleza e extremamente valorizada surge atletas amadores que seriam nível profissional aqui na europa.

Lembro que no calçadão de Balneário Camboriú existiam mulheres e homens que não eram atletas mas tinha o corpo melhor do que muita gente que estavam no palco competindo. Segunda diferença são os valores, no Brasil eu gastava em média 5 mil reais para fazer uma preparação, isso e muito dinheiro para um atleta amador, e para ganhar patrocínio você tem que estar em um nível muito alto do jogo, coisa para poucos, fazendo assim o esporte ser inviável para muitos.

Na irlanda o custo de uma preparação gira em torno de 1 mil euros, isso não chega a ser um salário mínimo. E em relação ao patrocínio e muito mais fácil, geralmente as empresas aqui  tem mais recursos e o dinheiro flui mais fácil, além do que atleta é uma profissional respeitada, isso mesmo profissão já no brasil o atleta às vezes é visto como um sonhador ou maluco que ta gastando tempo em vez de procurar um emprego.

 

8-Qual a diferença entre suplementar no Brasil e fora?

Custos, simplesmente assim… no Br você paga em uma proteína 200 reais aqui você paga no mesmo produto 30 euros, é ridículo a taxação de imposto nessa linha de produtos no brasil.

 

9-Como você vê o movimento maromba no país que você mora?

O brasileiro e o povo mais adaptável que existe, somos guerreiros por natureza e altamente capaz de superar qualquer adversidade. Não é difícil de ver brasileiros fazendo sucesso em todos os setores aqui fora, mas no caso do Bodybuilding temos uma grande destaque, e neste ano serão vários brasileiros que representaram o país da Irlanda na europa.

10-Com sua experiência o que você acha que o Brasil deveria copiar dos gringos?

Existem muitas coisas bacana aqui relacionado a nutrição ou características culturais como o comprometimento em fazer as coisas acontecer, as formas de comércio e marketing do meio Fitness. Mas uma coisa que me chamou a atenção são os atletas naturais e as federações que cobram antidoping, são atletas muito bons, atualmente estudo muito sobre as dietas usadas por eles e suplementação, acho muito legal a ideia.

11-O que nós temos que os gringos não tem?

Garra, adaptabilidade e com certeza genética, somos uma mistura de várias raças temos o melhor dos negros, brancos, índios e asiático tudo em nosso dna, realmente somos especiais para o bodybuilding;

 

12-Uma dica para os marombas que pretende sair do Brasil?

Será mais fácil treinar na europa que no Brasil, suplemento barato, academia quase de graça, e variedade de comidas a custo acessível. Sera mais facil economicamente e a diversidade de nacionalidades fará com que você enriqueça ainda mais seus treinos e conhecimento sobre o esporte.

 

13-Qual seu sonho como bodybuilding e sua ambição no mundo maromba?

Neste ano pretendo ficar entre os top 3 no Arnold Classic Europa, e no futuro breve pretendo ter a  minha própria empresa no meio esportivo, desejo viver e praticar o bodybuilding por muito anos.

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